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É greve

Dia 28 é dia de Greve Geral. Uma greve que tem na centralidade de suas reivindicações uma questão política: a oposição a um governo ilegítimo e indecente. Um presidente feito o nosso, junto de um congresso envolto em escândalos de corrupção, não têm qualquer autoridade moral para fazer os desmontes que se avizinham.

Se as imagens que nos vem à cabeça quando lembramos as greves da década de 80 são das grandes fábricas paradas e de conglomerados enormes de trabalhadores em assembleias, depois do dia 28 nossa lembrança será das estações e terminais vazios. O coração das grandes metrópoles é a mobilidade e o transporte vai parar. É um fato. E com isso a cidade para junto.

Essa greve acontece 100 anos depois de um dos grandes marcos para o movimento operário brasileiro: a greve geral de 1917, que durou mais de um mês e contou com a adesão maciça de diversos setores da economia nacional. Já naquela época foi de fundamental importância a presença da mídia alternativa, com os jornais a “A Plebe” e “Guerra Sociale” (esse voltado aos trabalhadores italianos). E se agora as vias rodoviárias e ferroviárias estarão paralisadas, que nos valemos das vias digitais para fazer frente ao discurso da grande mídia, que falará em “paralisação pontual”, que a greve é de “alguns setores” e que é a “população quem sofre com a paralisação”. Sabemos que não é verdade e precisamos levar à exaustão as informações verdadeiras.

Não saia de casa para trabalhar nem compre nada. Aproveite a família. Vá ao parque. Ocupe a rua. Converse com seu vizinho. Na greve geral, é a gente que manda!

Por UmaCascaDeNoz

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