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Todo mundo empurra no “já”: 5,4,3…

“Se quiserem, me derrubem”. Temer deu o caminho quando afirmou que não renuncia. Agora cabe a nós cumprir nosso dever com o país. E não exagero. Cada um de nós, que minimamente se preocupa com o Brasil, deve tomar posição.

Estamos ficando sem tempo. O caminho desejado pelo Congresso, Senado e seus pares na mídia é a eleição indireta. Não por acaso o empenho da Globo em forçar a renúncia do presidente. Já sabem que Temer não conta mais com o prestígio de outrora e sua base de apoio escorre pelos dedos. Parece cada vez mais distante a aprovação das reformas desmontes da previdência e trabalhista. É preciso garantir uma saída “pela ordem” antes que a demanda das ruas, com o tempo, ganhe ainda mais força e os desmontes não se confirmem.

A bandeira deve ser “eleições diretas já!”, pois ainda que ela apresente riscos dado a popularidade de uns figurões, é o único modo de restaurar minimamente a democracia em nosso país.

Dias atrás ouvi do Newton Molon, que escreve para este blog também, sobre o “Efeito Genovese”. Nas palavras dele: “em situações limites, quando existem diversos espectadores, existe uma tendência à diluição da responsabilidade individual, quando se trata de tomar providências. Em outras palavras, se alguém está precisando de socorro nessa situação, cada um dos espectadores supõe que o outro está tomando providências e o socorro acaba não ocorrendo”. A quem interessar, AQUI tem uma explicação mais detalhada.

Entendo a dificuldade que é, depois da polarização simplista que dividiu o país entre coxinhas e mortadelas, superar o ódio fruto do nosso mau relacionamento com quem pensa diferente da gente. Sei também que esse discurso do “nosso partido é o Brasil” é de arrepiar a espinha de qualquer um que sabe do nosso passado autoritário. Mas é preciso insistir que, ainda que seja para renovarmos nossas disputas, é urgente novas eleições.

Não interessa ao Congresso nem ao Senado eleições gerais e diretas. Poucos ali são sérios o suficiente para colocar a vontade popular acima da própria. Mas é preciso ter claro que político vive do voto acima de qualquer coisa, e pressão popular é sim determinante nas decisões do Congresso, com uma ressalva: deve ser popular, de massa de verdade. Sem essa de “de acordo com os organizadores do evento”.

Esperar que o outro faça pode gerar atrasos históricos para todos. Cada um de nós deve se empenhar. Nas filas de bancos, no trem, ônibus, no bar, com seus amigos, familiares. A pauta é eleições diretas já!

2,1: já! O Temer cai e elegemos um novo presidente em eleições diretas. Junto disso, a esquerda precisa de um programa claro que faça frente às tentações populistas de direita. Mas isso é assunto para outro texto.

por Pedro Veríssimo

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